Tecnologia e saúde se unem em projeto de eletrocardiograma de baixo custo desenvolvido no UNIFEB
Pesquisa de aluno de Sistemas de Informação
integra computação, eletrônica e instrumentação biomédica para avaliar uma
alternativa tecnológica mais acessível
A integração entre tecnologia e saúde está na base de um projeto desenvolvido no UNIFEB (Centro Universitário da Fundação Educacional de Barretos), que busca avaliar a viabilidade técnica de um Sistema de Eletrocardiograma (ECG) de baixo custo. A iniciativa é conduzida pelo aluno Thiago Zaneti dos Santos, do curso de Sistemas de Informação, atualmente no segundo ano da graduação.
O projeto tem como proposta desenvolver um protótipo
capaz de realizar a aquisição e a digitalização de sinais eletrocardiográficos,
buscando uma alternativa mais acessível e que possa servir de base para futuras
aplicações e pesquisas na área.
Atualmente, o trabalho está em fase de desenvolvimento e
validação técnica. Os testes são realizados inicialmente em ambiente
laboratorial e avaliam características como qualidade do sinal adquirido, nível
de ruído, relação sinal-ruído e estabilidade do sistema. “Nesta etapa, o
objetivo não é desenvolver um equipamento pronto para utilização clínica, mas
validar a tecnologia, compreender suas capacidades e identificar suas
limitações”, explica Thiago.
Além do aluno, a pesquisa conta com uma equipe de
orientação multidisciplinar. Gabriel Victorio Ditomaso, pós-graduando em
Desenvolvimento Mobile e em Internet das Coisas (IoT) no Instituto Federal de
Catanduva, participa como coorientador. Também atua como coorientador Willians
Bueno, professor e coordenador do curso de Sistemas de Informação do UNIFEB,
contribuindo principalmente com conhecimentos relacionados à computação e ao
desenvolvimento tecnológico. Já a coordenação e orientação do projeto são
realizadas por Matheus Frederico de Paula, professor do curso de Farmácia do
UNIFEB, que contribui especialmente com conhecimentos relacionados à área da
saúde e à aplicação do sistema no contexto da eletrocardiografia.
De acordo com Thiago, a ideia surgiu a partir da
necessidade de gerar e adquirir dados de sinais biológicos de maneira
independente, criando uma base que permitisse não apenas a coleta, mas também o
estudo e processamento dessas informações. “A partir dessa necessidade, o
eletrocardiograma se mostrou uma aplicação interessante por envolver diferentes
áreas do conhecimento e permitir a integração entre hardware, software e
análise de dados. Dessa forma, surgiu a proposta de desenvolver uma plataforma
própria para aquisição de sinais eletrocardiográficos e investigar, de maneira
experimental, a viabilidade de construir esse sistema utilizando uma
arquitetura de menor custo”, afirma.
O desenvolvimento envolve conhecimentos de eletrônica,
sistemas embarcados, programação, desenvolvimento de placas de circuito
impresso, comunicação entre dispositivos, aquisição de dados e processamento
digital de sinais.
Além da parte tecnológica, a pesquisa também contempla
metodologia científica, pesquisa bibliográfica, análise de dados e
instrumentação biomédica. “Essa integração entre diferentes áreas é um dos
aspectos mais importantes do trabalho, pois permite aplicar conhecimentos da
computação em conjunto com conceitos de eletrônica e saúde dentro de uma
pesquisa experimental”, destaca o estudante.
Embora o foco atual esteja no desenvolvimento científico
e na validação técnica do protótipo, existe interesse em avaliar futuramente a
possibilidade de transformar a pesquisa em uma solução tecnológica. “Caso os
resultados demonstrem a viabilidade da solução, existe potencial para dar
continuidade ao projeto por meio de programas de inovação, incubação e
desenvolvimento tecnológico. Uma eventual transformação da pesquisa em produto
exigiria novas etapas de desenvolvimento, aprimoramento, validação, segurança e
adequação às exigências aplicáveis a dispositivos médicos”, explica Thiago.
Segundo ele, a possibilidade de levar a tecnologia além
do ambiente acadêmico existe, mas depende da consolidação das etapas atuais.
“Entendemos que o primeiro passo é construir uma base científica e tecnológica
sólida que permita avaliar até onde a solução pode evoluir", finaliza.





