UNIFEB coloca a ciência em campo para potencializar talentos do futebol de base em Barretos
Pesquisa realizada pelo curso de Educação
Física do Centro Universitário acompanha atletas do Sub-11 ao Sub-14 e reúne
avaliações físicas, de aptidão e motoras para orientar o desenvolvimento
individual dos jovens jogadores
O futebol de base de Barretos está ganhando um novo aliado: a ciência. Jovens atletas das categorias Sub-11, Sub-12, Sub-13 e Sub-14 estão participando de uma pesquisa de iniciação científica desenvolvida pelo UNIFEB (Centro Universitário da Fundação Educacional de Barretos), que utiliza avaliações físicas, de aptidão física e motoras para conhecer, de maneira individualizada, as características e potencialidades de cada jogador.
A iniciativa reúne três projetos de iniciação científica
desenvolvidos de forma integrada, sob a coordenação do Prof. Dr. Tadeu Cardoso
de Almeida, coordenador do curso de Educação Física do UNIFEB. Participam como
alunos pesquisadores Gabriel Caramori, Gabriel de Almeida e Rafael Saloio, com
colaboração da Profa. Cintia Rodrigues. A comissão técnica conta ainda com a
experiência do Professor Lucas (Vô), responsável pela condução dos atletas em
campo.
A proposta é aproximar o conhecimento produzido dentro do
Centro Universitário da realidade esportiva, utilizando dados científicos para
auxiliar na formação dos jovens e no planejamento das atividades realizadas
pelas categorias de base.
Segundo Tadeu, o principal diferencial da iniciativa está
justamente em considerar as particularidades de cada atleta. “A proposta
central é enxergar cada atleta de forma estritamente individualizada. São três
projetos complementares — Avaliação Física, Aptidão Física e Avaliação Motora —
que atuam de forma integrada e harmônica para construir um retrato detalhado e
abrangente de cada jogador”, explica.
De acordo com o professor, o objetivo é avaliar e
classificar os atletas a partir de seus próprios resultados, contribuindo para
a organização dos treinamentos e para a potencialização da performance
individual e coletiva. “O projeto substitui o achismo por critérios técnicos
rigorosos, assegurando que cada decisão metodológica nasça fundamentada em
dados concretos”, destaca.
UM CHECK-UP ESPORTIVO COMPLETO
Para chegar a esse diagnóstico, os jovens passam por uma
série de avaliações. Na etapa de Avaliação Física, são analisados parâmetros
antropométricos e de composição corporal, como peso, estatura, percentual de
gordura, percentual de massa muscular e percentual de peso residual.
Já os testes de Aptidão Física verificam diferentes
capacidades relacionadas às exigências do futebol, incluindo flexibilidade,
força e potência de membros superiores e inferiores, agilidade, velocidade e
capacidade cardiorrespiratória de resistência.
A terceira frente envolve a Avaliação Motora, realizada
por meio de protocolos validados que permitem analisar habilidades motoras
fundamentais e especializadas relacionadas à modalidade.
Com as informações obtidas nas avaliações, a comissão
técnica passa a contar com indicadores capazes de auxiliar no planejamento das
atividades. Para Tadeu, os resultados funcionam como “uma verdadeira bússola
pedagógica e técnica para a comissão técnica”.
“A partir do diagnóstico individual, a equipe
multidisciplinar identifica com exatidão as fragilidades e potencialidades em
termos de habilidade técnica e valências físicas. Essa clareza permite que o
planejamento de cada temporada seja estruturado com intervenções
personalizadas, tanto nos blocos de condicionamento físico geral quanto nos
treinamentos táticos e específicos da modalidade”, explica.
A expectativa é que esse acompanhamento contribua para a
formação de atletas mais preparados para as exigências competitivas. Para o
coordenador do curso de Educação Física do UNIFEB, iniciar esse acompanhamento
ainda nas categorias de base é fundamental para compreender o desenvolvimento
dos atletas ao longo do processo de formação.
Além dos benefícios para os atletas, a iniciativa também
amplia a experiência dos estudantes envolvidos na iniciação científica. Ao
participar diretamente das avaliações e da análise dos resultados, os
acadêmicos têm a oportunidade de aplicar conhecimentos adquiridos durante a
graduação em uma situação concreta do esporte. “O desdobramento da pesquisa
gera um ciclo virtuoso que impacta positivamente todas as partes envolvidas.
Docentes e pesquisadores aprofundam o entendimento sobre o perfil dos jovens
que representam a cidade, diagnosticando capacidades e demandas técnicas para
estruturar elencos mais competitivos”, explica o professor Tadeu.









