Pesquisa do UNIFEB investiga influência das redes sociais no uso de medicamentos para emagrecimento
Estudo
desenvolvido por acadêmicas de Farmácia analisa relação entre pressão estética,
conteúdos digitais e utilização de medicamentos como Mounjaro e Ozempic
Uma pesquisa desenvolvida por acadêmicas do curso de Farmácia do UNIFEB (Centro Universitário da Fundação Educacional de Barretos) busca compreender de que maneira a exposição a conteúdos relacionados ao emagrecimento nas redes sociais pode influenciar o interesse pelo chamado “corpo ideal” e a utilização de medicamentos para emagrecimento, como Mounjaro e Ozempic.
Conduzido pelas estudantes Camilly Pereira Moreira da
Veiga e Lethicia Helena de Queiroz, do 10º período de Farmácia, o estudo é
orientado pelo professor Mateus Frederico de Paula, farmacêutico-bioquímico e
docente do UNIFEB nos cursos de Farmácia, Psicologia, Pedagogia, Odontologia e
Sistemas de Informação.
Segundo o professor, o estudo pretende investigar o nível
de conhecimento dos estudantes sobre esses medicamentos, seu uso e a realização
de acompanhamento profissional nos casos em que são utilizados. “A pesquisa
busca entender como a exposição a conteúdos sobre emagrecimento nas redes
sociais influencia o interesse e a busca pelo corpo ideal, bem como o uso de
medicamentos emagrecedores, como Mounjaro e Ozempic, entre os estudantes de
Barretos”, explica Mateus.
O estudo também pretende relacionar a pressão estética
promovida pelas redes sociais e a insatisfação com o próprio corpo ao consumo
frequente desse tipo de conteúdo digital.
Para o docente, a pesquisa contribui para ampliar a
compreensão sobre a influência das redes sociais nas decisões relacionadas ao
corpo e à saúde, especialmente no que diz respeito à utilização de medicamentos
para emagrecimento. “Os resultados ajudarão a analisar a percepção da população
universitária sobre esses medicamentos e servirão como base para novas
pesquisas sobre o uso racional de medicamentos, a influência digital na saúde e
na percepção do corpo, além de reforçar a importância dos profissionais de
saúde na orientação da população”, destaca.
Após a coleta e análise dos dados, será realizada uma
análise estatística dos resultados, que serão utilizados para fins acadêmicos,
especialmente no desenvolvimento do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC),
contemplando a discussão sobre o uso seguro e racional desses medicamentos.
De acordo com Mateus, os resultados também poderão servir
de base para futuras pesquisas e ações de educação em saúde voltadas
principalmente aos universitários. A expectativa é contribuir para a
conscientização sobre os riscos da automedicação e sobre a importância de
buscar profissionais habilitados antes da utilização dessas medicações.
O professor ressalta que o estudo não tem como objetivo
julgar as pessoas que fazem uso desses medicamentos, mas compreender como as
redes sociais podem influenciar essa decisão. Mateus também destaca a
necessidade de diferenciar o uso terapêutico dos medicamentos daquele realizado
exclusivamente por razões estéticas. “Dessa forma, a pesquisa busca contribuir
para uma utilização mais consciente desses medicamentos, ressaltando a
importância da orientação e do acompanhamento por profissionais habilitados”,
finaliza.





